Uma aula ao vivo é vendida na inscrição e ganha ou perde na presença. Quem monta a estrutura inteira para captar inscritos e não faz nada entre a inscrição e o horário costuma descobrir, na hora, que metade da lista não apareceu — e que a oferta preparada para mil pessoas foi apresentada para trezentas.
Neste artigo
Inscrito não é participante
A inscrição custa quase nada para quem se inscreve: um clique num momento de interesse, dias antes. O compromisso real só é cobrado no horário da aula, competindo com trabalho, trânsito e cansaço.
Por isso a taxa de presença é o número que decide o resultado, e não o de inscritos. Dobrar a presença tem o mesmo efeito de dobrar a verba de anúncio — com a diferença de que a presença custa mensagem, não dinheiro.
A régua que leva gente para a sala
- Na inscrição. Confirmação imediata com data, hora e uma frase sobre o que a pessoa vai levar de lá. É o momento de maior atenção que você terá.
- Um dia antes. Lembrete com um detalhe concreto do conteúdo — não um aviso genérico de que vai acontecer.
- Uma hora antes. O lembrete de maior impacto de todos, e o mais esquecido.
- No momento de abrir. Mensagem curta com o link, quando a sala já está no ar.
O link deve ir junto em todas elas. Obrigar a pessoa a procurar o e-mail de inscrição no horário da aula é onde boa parte da lista desiste.
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O que fazer com quem não apareceu
Essa lista costuma ser maior que a dos presentes e é tratada como perda. Não é.
Quem se inscreveu demonstrou interesse no assunto e teve um problema de agenda, não de desejo. O que funciona é oferecer a gravação por tempo limitado, com uma pergunta junto — se conseguiu assistir, o que mais queria ver — e acompanhar quem respondeu. Uma parte dessa lista compra sem nunca ter assistido à aula inteira.
O que não funciona é mandar a gravação e sumir, ou repetir a oferta da aula sem nenhum contexto para quem não estava lá.
A conversa que vem depois
A oferta feita ao vivo alcança quem estava na sala no momento certo, decidido. Todo o resto decide depois — e decide conversando.
Dúvida sobre preço, sobre formato, sobre se serve para o caso dela: nada disso se resolve num link. Resolve numa troca de mensagens, e é por isso que a janela de 48 horas depois da aula costuma render mais do que o próprio ao vivo, desde que exista alguém respondendo.
Um lançamento em números
Uma aula com 2.100 inscritos e oferta de R$ 497:
- Só com e-mail: 31% de presença — 651 pessoas, 2,4% de conversão, R$ 7.767
- Com a régua de quatro mensagens: 58% de presença — 1.218 pessoas, mesma conversão, R$ 14.530
- Somando a recuperação de quem faltou, com gravação e acompanhamento: mais R$ 4.970
São cerca de R$ 11.700 a mais no mesmo lançamento, com a mesma lista, o mesmo conteúdo e a mesma oferta. A única diferença foi levar mais gente para a sala e conversar com quem não foi.
Quatro erros comuns
- Confiar só no e-mail. A taxa de abertura não sustenta um compromisso de horário.
- Não mandar o lembrete de uma hora antes. É o de maior impacto e o mais pulado.
- Não mandar o link junto do lembrete. Procurar o e-mail antigo na hora da aula é onde a lista desiste.
- Descartar quem faltou. É a maior lista do lançamento e a menos trabalhada.
Perguntas frequentes
Qual a taxa normal de presença em um webinar?
Com divulgação apenas por e-mail, a faixa mais comum fica entre 25% e 35% dos inscritos. Com uma régua de lembretes bem feita no WhatsApp, é realista chegar entre 50% e 65%. A diferença é grande porque a inscrição custa quase nada para quem se inscreve — um clique num momento de interesse, dias antes — enquanto o comparecimento cobra um compromisso real, disputado com trabalho, trânsito e cansaço. É por isso que a taxa de presença, e não o número de inscritos, é o indicador que decide o resultado de uma aula ao vivo. Dobrar a presença produz o mesmo efeito de dobrar a verba de anúncio, com a diferença de que presença custa mensagem e não dinheiro.
Quais lembretes enviar antes de uma aula ao vivo?
Quatro, com funções diferentes. A confirmação no momento da inscrição, que aproveita o pico de atenção e fixa data e hora. Um lembrete no dia anterior, trazendo um detalhe concreto do conteúdo em vez de um aviso genérico de que vai acontecer. Um lembrete uma hora antes, que é o de maior impacto de todos e o mais esquecido, porque é quando a pessoa ainda pode reorganizar o fim da tarde. E uma mensagem curta no momento de abrir a sala, com o link. Esse último ponto merece atenção: o link precisa ir junto em todas as mensagens, já que obrigar alguém a procurar o e-mail de inscrição no horário da aula é exatamente onde boa parte da lista desiste.
O que fazer com quem se inscreveu e não apareceu?
Tratar como a maior lista do lançamento, porque geralmente é. Quem se inscreveu demonstrou interesse no assunto e teve um problema de agenda, não de desejo — a diferença entre essas duas coisas é o que muda a abordagem. O que funciona é oferecer a gravação por tempo limitado acompanhada de uma pergunta simples, como se conseguiu assistir ou o que mais queria ver, e então acompanhar quem respondeu. Uma parte dessa lista compra sem nunca ter assistido à aula inteira, porque a conversa resolve a dúvida que a aula resolveria. O que não funciona é enviar a gravação e desaparecer, ou repetir a oferta do ao vivo sem nenhum contexto para quem não estava lá e não faz ideia do que foi dito.
Aula cheia é lembrete no horário certo, não lista maior
O VeyloCRM manda a confirmação, os lembretes e o link no momento de abrir a sala, separa quem entrou de quem faltou, mantém a conversa das 48 horas seguintes num lugar só e avisa quando alguém ficou esperando resposta — que é exatamente quando a venda acontece.